Curti

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


 



2-Projeto Dia das crianças



Ampliando o brincar
 

Objetivos
- Enriquecer o faz-de-conta com diversos tipos de brinquedos.
-Desenvolver  a brincadeira.- Promover a interação  entre os colegas.
Anos: Creche

Tempo estimado:Livre.

Material necessário

Objetos do dia-a-dia e brinquedos industrializados, artesanais ou feitos de sucata.

Desenvolvimento 

1ª ETAPA

Organize os brinquedos na sala da maneira que achar mais conveniente - uma sugestão é integrar os objetos do dia-a-dia (vassouras, pneus, pedaços de tecido etc.) a todos os modelos de brinquedos disponíveis. Apresente o ambiente aos pequenos, fazendo-os perceber que existem outros tipos de brinquedos além dos industrializados. Se houver produtos  artesanais, conte à turma como foram feitos. Se possível, leve itens da própria coleção de infância (bonecas, piões, carrinhos), explicando como você brincava quando criança.
2ª ETAPA

Deixe todos agirem livremente, reorganizando o ambiente ou imaginando outros usos para os móveis que você concebeu. Aproveite para investigar que tipo de brincadeira eles inventam. Evite a abordagem direta: prefira a observação, que servirá de base para ampliar o faz-de-conta.
Avaliação
Preste atenção à interação e à socialização entre as crianças e às formas como imitam, reproduzem e recriam as normas e os costumes que observam no meio em que vivem. Use essas observações para criar objetos diferentes.

Foto:Rodrigo Ratier
Créditos:Nova Escola 





 



DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS

 


 

 







 
 









 
 





 

 





 

 





 

 




 

 





 

 







 

 





 

 





 

 





 

 





 

 





 

 


ATIVIDADES

                                                     


 

 


 
 



 

 


 
 

 

 



 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 

 


 

 



 

 


 






Blog da minha colega Claudia....  Valeu Claudinha... ♥

domingo, 30 de setembro de 2012

PROFESSORES APAIXONADOS



(GABRIEL PERISSÉ)


Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela ideia fixa que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.

As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!


Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.



Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.


Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, dos desrespeitos  das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.


Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.



Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e nada mais.



Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar os esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.



Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.