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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lembrancinhas para as crianças em EVA

MARCA TEXTO




Não percam tempo, dêem as suas crianças no primeiro dia de aula um marca texto como esse. É muito fácil de fazer e rápido.
Eles vão adorar!


Material necessário:

- EVA colorido;
- Pistola com cola quente;
- Caneta da cor preta e força d evontade....[srrssrs]



Painel de aniversariantes em EVA

VOLTA AS AULAS






Materiais necessários:

- EVA nas cores que aparecem na foto;
- Cartolina guache marrom;
- Cola quente;
- Papel camurça;
- Canetas coloridas;
- Uma folha de oficio e muita criatividade...


É muito fácil fazer esse painel de aniversariantes. Você pode envolver outras criatividades e gosto.
Esse foi o primeiro que eu fiz.

UFPB cadastra selecionados no SiSU

A Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da Universidade Federal da Paraíba prossegue com o cadastramento dos candidatos selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação, referente aos períodos letivos de 2011.

Os selecionados dever seguir o calendário seguinte:

- terça-feira (8) e quarta-feira (9); horário: das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h; local – auditório da Reitoria; para os classificados na 2ª chamada;

- dias 15 e 16 de fevereiro; horário: das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h; local – Codesc, no térreo do prédio da Reitoria; para os classificados na 3ª chamada.

Para efetuar o cadastramento o candidato deve: preencher e imprimir a Ficha de Cadastro Individual, que estará disponível na internet, com antecedência mínima de 48 horas da data de início do cadastramento juntamente com as instruções de preenchimento; comparecer ao local de cadastramento, portando a Ficha de Cadastro Individual devidamente preenchida, bem como o original e a cópia autenticada dos documentos exigidos no Edital.

Para mais informações consultar o  Edital; ou pelo telefone: (83) 3216-7087.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como valorizar o professor

Para melhorar o ensino, é necessário que docentes tenham curiosidade intelectual e tenham as condições adequadas para exercê-la.


Volta às aulas e o governo federal começa o ano com um Plano Nacional de Educação (PNE) que tem como eixo central a valorização do professor. Em vários Estados e municípios aparecem propostas de reformulação de planos de cargos e salários dos docentes. Em alguns lugares ganham força as propostas de condicionar benefícios financeiros a metas e/ou resultados. Mesmo concordando que algumas dessas propostas são extremamente polêmicas e pouco contribuem para a melhoria da qualidade da educação no Brasil fica evidente que elas mostram que o papel do professor ganha mais espaço na agenda de debates da sociedade brasileira.
Nossos professores realmente são mal remunerados. Ganham, em média, 60% a menos que outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade. Muitos administradores púbicos ainda tratam o professorado como uma espécie de "vocação missionária", quase religiosa, que exige sacrifícios. Os mais velhos talvez lembrem da frase "professor não é mal pago, é mal casado". Já foi atribuída a vários políticos, apesar de todos a repelirem, mas é a representação desta forma de tratar o professor.

Várias pesquisas indicam que a atuação do docente é, depois das condições sócio econômicas do aluno, o principal fator que influencia o rendimento escolar. Certamente aumentar a remuneração é uma das condições para melhorarmos a qualidade da educação. Mas não é a única.

Algumas escolas particulares, apontadas como provedoras de uma educação de melhor qualidade, têm em seu grupo de professores o grande diferencencial em relação às escolas públicas e às demais particulares. E o que teriam de diferente esses professores? Ensinam melhor por ganharem melhor? Frequentaram as melhores universidades? Contam com formação continuada? Conhecem os melhores livros? Possuem as melhores práticas pedagógicas? Tudo isso e mais algumas coisas podem ser verdade, mas certamente não são a causa da diferença. A qualidade é atingida em consequência da vivência cultural de cada professor, da forma que pensam a educação e das oportunidades que encontram durante a vida, tanto pessoal como profissional.

Se as condições sócio-econômicas influenciam o rendimento escolar do aluno, podemos supor que essas condições também influenciam a qualidade de aula do professor. E não falo só das condições financeiras dos docentes. São vários os fatores que compõem esse quadro.

Um professor que vive cercado de livros, jornais e revistas, além de frequentar bons sites de internet, certamente tem mais possibilidades de construir estratégias pedagógicas do que aqueles que vivem longe dessa realidade. Dedicar tempo a conhecer outras culturas, como visitar museus, fazer viagens, analisar pesquisas, conversar fora de sua rede de amigos, entre outras coisas, dá a um professor uma melhor compreensão da diversidade do mundo.

Ter contato com várias estratégias pedagógicas e estar aberto para compreendê-las faz diferença. A educação bancária, na qual o professor deposita conhecimento na cabeça do aluno, apesar de ainda ser a mais utilizada no Brasil, traz pouquíssimos resultados na construção da autonomia e no desenvolvimento das capacidades cognitivas do estudante. Ter tempo para tudo isso e para outras coisas importantes, como planejar aula, é fundamental. O professor que fica o dia todo dando aulas tem poucas chances de se atualizar.

Dominar as novas tecnologias de comunicação aumenta as possibilidades de intervenção pedagógica. É claro que, para a maior parte dessas coisas, o professor precisa ser melhor remunerado, para que incremente sua possibilidade de acesso. Mas somente o aumento de salários, o pagamento de prêmios por produtividade ou o cumprimento de metas não basta para que o professor dê uma aula de melhor qualidade.

Garantir que o aumento do rendimento dos professores tenha os resultados esperados na melhoria da qualidade de ensino passa pelos governos repensarem a concepção do que é a tão falada formação continuada. Este é o desafio do ano que começa. Governos, sociedade civil organizada e pais precisam repensar e construir uma nova concepção de formação para os professores.

Na sociedade da informação, não tem sentido nenhum que a educação seja conteudista. Esta educação, enciclopédica, é coisa do iluminismo. Lembrem que alguns pensadores se uniram para reunir todo conhecimento disponível em uma coleção de livros. Nasciam as enciclopédias. Durante muito tempo, pais acreditavam que ter uma destas enciclopédias em casa era garantia para que seus filhos tivessem uma ótima educação. E as salas das famílias de classe média exibiam orgulhosamente essas coleções, muitas encadernadas em couro e com letras, na capa, em fio de ouro. Difícil mesmo era alguém utilizar esses livros para outro fim que não o decorativo.

Hoje os conteúdos são infinitos e o conhecimento se desenvolve em uma velocidade que não poderíamos imaginar há 30 anos. Sempre me lembro do texto "Confesso que Estou Vivo", do sociólogo Betinho. Nele, são contadas as transformações na ciência e na forma de a sociedade conviver com os temas relacionados à AIDS desde que ele contraiu o vírus até o momento que escreve. É notório como, em cerca de 10 anos, tudo o que se sabia sobre a AIDS mudou, e muito. Consequentemente, uma escola que se dedicava só ao conteúdo teve muitas dificuldades para acompanhar essas e milhares de outras mudanças no mundo.

Por conta disso, da nova realidade derivada da sociedade da informação e dos constantes avanços tecnológicos, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) considera que um dos pilares para a educação em nosso século é fazer com que o aluno "aprenda a conhecer". Aprender a conhecer é muito mais importante do que acumular conteúdos. Quem aprende a conhecer domina os conteúdos mínimos para poder aprender qualquer conteúdo que seja necessário em sua vida e, mais importante ainda, tem vontade de aprender coisas novas durante toda a vida. Tem sede de conhecimento.

Para fazer com que o aluno "aprenda a conhecer" é necessário que também o professor o aprenda. Nossa tradição de educação é conteudista e a maioria das aulas de nossos cursos de licenciatura concentram-se em que os educadores acumulem conteúdo. As formações realizadas pelos governos, e também pelas escolas particulares, são, em sua maioria, uma extensão dos cursos de licenciatura. Professores que se reúnem uma ou mais vezes por mês para aprender mais conteúdos pouco podem melhorar suas práticas em sala de aula.

É neste sentido que a formação continuada deve ser repensada. Professores precisam "aprender a conhecer". Em todo professor é necessário que se incentive, ou que se recupere, a curiosidade intelectual. Com curiosidade intelectual, é necessário que o professor possa exercê-la. Para exercer essa curiosidade, são necessários estrutura, condições econômicas e tempo. Um professor que ganha pouco, em uma cidade sem biblioteca e acesso a internet e que dá aulas o dia todo, mesmo que adquira essa curiosidade, terá poucas chances de exercê-la. É do exercício desta curiosidade intelectual e dos processos cognitivos relacionados a ela que teremos a melhoria da qualidade do que é feito dentro das escolas brasileiras.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Bullying Um desafio para os Educadores

 
Bullying é uma palavra de origem inglesa que significa atormentar, perseguir e humilhar alguém. Pode ser definido como o conjunto de comportamentos agressivos, negativos, repetitivos e dirigidos ao outro em uma condição de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas, podendo ocorrer nos mais diversos ambientes, como escolas, condomínios residenciais, clubes, trabalho, prisões e mesmo na internet. A vítima, que pode ter qualquer idade, não consegue se defender por não se sentir em condições de enfrentar aquele que a ataca. Sua fragilidade pode decorrer do fato de ser de estatura menor, ter menos força física que o agressor, não se sentir tão esperto quanto este ou apresentar algum traço físico que chame a atenção.

As vítimas de bullying escutam repetidamente de seus agressores coisas das quais não têm culpa e que frequentemente não são verdadeiras. Trata-se de uma forma de abuso emocional e psicológico que causa um impacto devastador nas vítimas, que podem apresentar baixa autoestima, isolamento social, queda no rendimento escolar, depressão, pensamentos negativos de vingança e, em casos extremos, cometer o suicídio. Também têm dificuldade de denunciar o agressor, o que, juntamente com o fato de que os pais tendem a se preocupar mais com filhos que são vítimas de bullying do que com filhos agressores, dificulta a resolução do problema.

Os agressores, por sua vez, têm tendência a desenvolverem comportamentos delinquentes e dificuldades nas relações sociais, apresentando, muitas vezes, baixa tolerância à frustração e fazendo uso frequente da violência, a fim de se firmarem frente aos outros. Os agressores do bullying são psicopatas em formação. Eles estão apenas iniciando o treinamento e precisam ser detidos. O bullying tornou-se um problema universal, merecedor de maior atenção por parte da sociedade, cuja solução está na denúncia; na intervenção dos pais, educadores ou terapeuta na situação e, principalmente, na educação da sociedade como um todo.

UM FILME QUE INDICO

“Cuidado com o meu guarda-costas”
O filme representa um caso clássico de bullying. Clifford Peach (Chris Makepeace), um adolescente pacífico, está achando muito difícil se adaptar à sua nova escola, onde um valentão (Matt Dillon) aterroriza seus colegas de classe e extorque seu dinheiro para o lanche. Clifford recusa-se a pagar e contrata os serviços de um desajustado grandalhão, cuja simples presença intimida alunos e professores. Nasce uma amizade especial entre eles.
Um adolescente pacífico, está achando muito difícil se adaptar à sua nova escola

“BULLYING: MENTES PERIGOSAS NAS ESCOLAS”
A autora Ana Beatriz Barbosa Silva, que é psiquiatra, discorre numa linguagem acessível sobre o bullying e suas implicações em crianças e adolescentes, propondo modos de identificá-lo e combatê-lo. No livro, a dra. Ana Beatriz faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido.

O bullying é uma forma de tortura. Como todos os torturados, as vítimas de bullying ficam marcadas, adoecem e necessitam de tratamento terapêutico que pode abranger aconselhamento
psicológico, psicoterapia e até medicação.
Leda Andrade