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quarta-feira, 2 de março de 2011

Alguns países ricos investem 71% a mais no ensino fundamental a mais que o Brasil.....ah o brasil!

Embora venha aumentando o investimento, o Brasil ainda gasta pouco em Educação se comparado a países desenvolvidos. Relatório divulgado ontem pela Unesco (braço da ONU para Educação) mostra que o Estado brasileiro investe US$ 1.598 (R$ 2.659) por ano em cada estudante dos quatro primeiros anos do ensino fundamental. É menos de um terço (28,76%) dos US$ 5.557 (R$ 9.246) investidos por países desenvolvidos.

Os dados são de 2007, e a comparação considera o poder de compra das moedas. Em reais, números do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) mostram que o investimento público por aluno nessa etapa de ensino foi de R$ 2.761 em 2008.

Apesar de baixo se comparado ao mundo desenvolvido, o valor cresceu nos últimos anos e está 102% maior do que em 2000. Em números gerais, o Brasil gasta um montante similar aos países ricos em Educação: 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com o relatório. Mas, como muitas vezes tem o PIB menor ou mais estudantes, o gasto por aluno acaba ficando pequeno.

88º
O documento mostra também que o Brasil continua no 88º lugar no ranking de desenvolvimento educacional, atrás de países mais pobres, como Bolívia e Equador.

Nas primeiras colocações, estão Japão, Reino Unido e Noruega. A lista leva em conta quatro pontos: matrículas no ensino primário, taxa de analfabetismo, igualdade de gênero naEducação e percentual de alunos que chegam ao 5º ano (no caso do Brasil, foi considerado o quarto ano).

Caso só os três primeiros fossem considerados, o país estaria na lista de alto desenvolvimento educacional, mas cai posições devido ao último O relatório não diz qual é o percentual de alunos que chegam ao 5º ano. Cita que o índice é o mesmo do documento de 2010 (0,756), que correspondia a 75,6%. O dado, porém, se referia a 2004.

NÚMEROS DEFASADOS
O ministro Fernando Haddad (Educação) disse que irá estudar o documento da Unesco, mas afirmou que é preciso fazer a ressalva de que relatórios internacionais muitas vezes utilizam dados defasados.

 
Fonte: Folha de São Paulo (SP)

terça-feira, 1 de março de 2011

Infelizmente o Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco

O Brasil manteve a mesma posição do ano passado e ficou no 88º lugar de 127 no ranking de educação feito pela Unesco, o braço da ONU para a cultura e educação. Com isso, o país fica entre os de nível "médio" de desenvolvimento na área, atrás de Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia.

A classificação foi feita a partir de um índice criado para medir o desempenho das nações em relação a metas de qualidade para 2015 estabelecidas na Conferência Mundial de Educação de Dacar, em 2000.

Entre os objetivos a serem atingidos estão ampliar a educação infantil, universalizar o ensino primário, combater as desigualdades de gênero na área e melhorar a qualidade.

O "Relatório de Monitoramento Global", lançado nesta terça-feira em Nova York, mostra como cada país está se saindo em relação a esses objetivos. O programa de combate ao analfabetismo no Brasil é apontado como um exemplo, embora o país tenha cerca de 14 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, e os dados mostram que o país é um dos que mais aumentou seus investimentos em educação.

Por outro lado, o documento mostra que o país ainda tem muitas crianças fora da escola (cerca de 600 milhões) e que esse número pode subir se a inclusão não for acelerada.

CONFLITOS ARMADOS

O documento da Unesco trata ainda de conflitos armados e mostra que eles tiram 28 milhões de crianças das salas de aula. A situação é agravada porque 21 países gastam mais com a área militar do que com o ensino primário. O texto defende também uma maior ajuda das nações desenvolvidas para combater o problema.
Fonte: http://www.clickpb.com.br/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Escritor Moacyr Scliar Morre nessa madrugada




Biografia
Moacyr Jaime Scliar nasceu no dia 23 de março de 1937 no hospital da Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre. É o filho mais velho do casal José e Sara Scliar, que chegou ao Brasil em 1904, vindo da Bessarábia, na Rússia.
Em 1943, começou os estudos na Escola de Educação e Cultura, onde sua mãe chegou a lecionar. Em 1948, transferiu-se para o Colégio Rosário. Sete anos mais tarde, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1962. Especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública, exerceu a profissão junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência.
Ele se casou em 1965 com Judith Vivien Olivien, com quem tem um filho, Roberto. Foi professor visitante na Brown University (Department of Portuguese and Brazilian Studies) e na Universidade do Texas (Austin), nos Estados Unidos.

Seu primeiro livro, publicado em 1962, foi Histórias de Médico em Formação, contos baseados em sua experiência como estudante. Scliar é autor de outras 73 obras em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil. Os trabalhos foram publicados em muitos países: Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Rússia, Tchecoslováquia, Suécia, Noruega, Polônia, Bulgária, Japão, Argentina, Colômbia, Venezuela, Uruguai e Canadá.
Desde a década de 1970, é colaborador da Folha de S. Paulo e, há cerca de 15 anos, é cronista do jornal Zero Hora, onde escreve sobre medicina, literatura e fatos do cotidiano.
O médico e escritor é o sétimo ocupante da Cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 31 de julho de 2003, na sucessão de Geraldo França de Lima e recebido em 22 de outubro de 2003 pelo acadêmico Carlos Nejar.

Bibliografia

O carnaval dos animais - 1968
A balada do falso Messias - 1976
Histórias da terra trêmula - 1976
O anão no televisor - 1979
Os melhores contos de Moacyr Scliar - 1984
Dez contos escolhidos - 1984
O olho enigmático - 1986
Contos reunidos - 1995
O amante da Madonna - 1997
Os contistas - 1997
Histórias para (quase) todos os gostos - 1998
Pai e filho, filho e pai - 2002
Mistérios de Porto Alegre - 2004

Romance
A guerra no Bom Fim - 1972
O Exército de um homem só - 1973
Os deuses de Raquel - 1975
O ciclo das águas - 1975
Mês de cães danados - 1977
Doutor Miragem - 1979
Os voluntários - 1979
O centauro no jardim - 1980
Max e os felinos - 1981
A estranha nação de Rafael Mendes - 1983
Cenas da Vida Minúscula - 1991
Sonhos tropicais - 1992
A majestade do Xingu - 1997
A mulher que escreveu a Bíblia - 1999
Os leopardos de Kafka - 2000
Na noite do ventre, o diamante - 2005
Ficção infanto-juvenil 

Cavalos e obeliscos - 1981
A festa no castelo - 1982
Memórias de um aprendiz de escritor - 1984
No caminho dos sonhos - 1988
O tio que flutuava - 1988
Introdução à prática amorosa -1988
Republicado como Aprendendo a amar e a curar - 2003
Os cavalos da República - 1989
Prá você eu conto - 1991
Uma história só pra mim - 1994
Um sonho no caroço do abacate - 1995
O Rio Grande farroupilha - 1995
Câmera na mão, o Guarani no coração - 1998
A colina dos suspiros - 1999
Livro da medicina - 2000
O mistério da Casa Verde - 2000
O ataque do comando P.Q - 2001
O sertão vai virar mar - 2002
Aquele estranho colega, o meu pai - 2002
Éden-Brasil - 2002
Nem uma coisa, nem outra - 2003
O navio das cores - 2003
Histórias de aprendiz - 2004
Um menino chamado Moisés - 2004
O amigo de Castro Alves - 2005
Respirando liberdade - 2005

Crônica A massagista japonesa - 1984
Um país chamado infância - 1989
Dicionário do viajante insólito -1995
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar - 1996
A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal - 2001
O imaginário cotidiano - 2001
As melhores crônicas de Moacyr Scliar - 2004
Ensaio
A condição judaica - 1987
Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública - 2002
Cenas médicas - 2002
Se eu fosse Rotschild - 1993
Judaísmo: dispersão e unidade - 1994
Oswaldo Cruz -1996
A paixão transformada: história da medicina na literatura - 1996
Meu filho, o doutor: medicina e judaísmo na história, na literatura e no humor - 2000
Porto de histórias: mistérios e crepúsculos de Poa - 2000
A face oculta:inusitadas e reveladoras histórias da medicina - 2000
A linguagem médica - 2002
Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil - 2002
Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil - 2003
Judaísmo - 2003
Um olhar sobre a saúde pública - 2003
O olhar médico - 2005

Principais Prêmios

Prêmio da Academia Mineira de Letras (1968), Prêmio Joaquim Manuel de Macedo (Governo do Estado do Rio, 1974), Prêmio Cidade de Porto Alegre (1976), Prêmio Érico Veríssimo de romance (1976); Prêmio Brasília (1977), Prêmio Guimarães Rosa (Governo do Estado de Minas Gerais, 1977); Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (1980); Prêmio Jabuti (1988, 1993 e 2000); Prêmio Casa de Las Américas (Cuba, 1989) pelo livro A Orelha de Van Gogh; Prêmio PEN Clube do Brasil (1990), Prêmio Açorianos (Prefeitura de Porto Alegre, 1997 e 2002). Seu romance A Majestade do Xingu, que narra a história de Noel Nuttles, também judeu e médico sanitarista, além de renomado indigenista, recebeu o Prêmio José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras (1998); Prêmio Mário Quintana (1999); Prêmio Jabuti (2009) por "Manual da paixão Solitária".

MORTE

O corpo do escritor e médico Moacyr Scliar está sendo velado no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele morreu na madrugada desde domingo (27) aos 73 anos de falência múltipla dos órgãos, no Hospital Clínicas, onde estava internado desde o dia 17 de janeiro. 
O sepultamento deve ocorrer às 11h de amanhã no Cemitério do Centro Israelita, em Porto Alegre. A cerimônia será reservada à família e amigos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tiririca é escolhido para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara

Publicado em 25/02/2011 pelo(a) Wiki Repórter Julio César Cardoso, Balneário Camboriú - SC


Tiririca na Comissão de Educação e Cultura é o reflexo negativo da imagem do Parlamento brasileiro perante o país. Mas, pensando bem, a sua indicação está de bom tamanho, pois representa a falta de qualidade do inchado e inoperante Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados, que corroi o dinheiro da nação, abastecido por alta carga tributária de brasileiros.

Afinal, como a Educação e Cultura não são tratadas com seriedade devida no Brasil, Tiririca certamente vai se dar muito bem, trazendo "novas luzes" para a cultura brasileira. E quem sabe, logo, logo será convidado para assumir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Se o Sarney pode, por que o deputado Tiririca também não pode ser merecedor?

Brasil, Brasil, acorda! O teu Parlamento está virado num verdadeiro circo de políticos mambembes! Chora Rui Barbosa de vergonha, lá de cima, porque a coisa aqui está preta. Não foi este o cenário que o insigne intelectual político baiano legou em sua passagem pela Casa do Povo. Tresloucada Câmara dos Deputados, os senhores perderam o senso!


Você leitor, acha que isso é realmente uma palhaçada?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Série especial do iG mostra por que os adolescentes perdem interesse pela escola, acabam desistindo ou não aprendem o que deveriam

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma série de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.



O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.
Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.
“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

História desfavorável


O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.
Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.
Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.
A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.
A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”
Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.
A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.
“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções