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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Relatório: Brasil aumentou em 121% os gastos por aluno


Relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que, entre 2000 e 2008, o Brasil foi o País que mais aumentou os gastos por aluno da educação primária até o segundo ciclo da educação secundária (ensino médio). O aumento, de 121%, é o maior entre os 30 países que disponibilizaram dados para a entidade.
No entanto, os 48% de aumento de gastos registrados na educação superior não foram suficientes para acompanhar o crescimento do número de alunos, que foi 57%. Com isso, o gasto por estudante nessa fase de ensino sofreu uma queda de 6%.
O estudo acrescenta que, em termos de porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é o que apresentou maior alta (1,8 ponto percentual) nos gastos com instituições educacionais, entre os 32 países que apresentaram dados, passando de 3,5% para 5,3%. Mesmo assim, o País ainda está situado em um patamar inferior à média da OCDE, que é 5,9%.
Na avaliação da OCDE, os números indicam que o Brasil tem priorizado a educação, "com significativas mudanças no financiamento público", tendo por base a comparação entre o gasto público em educação e o total do gasto público. O maior aumento percentual em gastos no orçamento público foi com educação, que cresceu de 10,5%, em 2000, para 17,4%, em 2008. De acordo com a OCDE, esta é a terceira maior proporção registrada.
Entre os reflexos desse investimento, está o aumento do número de estudantes na educação secundária (ensino fundamental e ensino médio). Atualmente, mais de 90% dos alunos brasileiros passam pelo menos nove anos na educação formal ¿ um ano de aumento entre 2000 e 2007.
O relatório informa ainda que 8,6% das pessoas entre 30 e 39 anos estão matriculadas em alguma instituição educacional ¿ percentual que está acima da média da OCDE (6,2%). Entre os brasileiros com mais de 40 anos, o percentual é 2,5% - a média registrada nos países que participaram da pesquisa é 1,5%.
A pesquisa aponta também aumento no percentual de pessoas que completaram o ensino médio. "Em 2007, 63% das pessoas entre 25 e 64 anos não haviam completado o segundo ciclo da educação secundária e 27% haviam completado o mesmo nível educacional. Em três anos, a proporção de adultos que não completou o segundo ciclo da educação secundária caiu para 59% e a proporção dos que concluíram a educação secundária subiu para 30%", informa o estudo. Apesar disso, o percentual de pessoas que concluíram o ensino médio está abaixo da média dos países da OCDE (44%).
 
Agência Brasil
Foto:  Meu arquivo pessoal

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Alberto Almeida: Os erros e acertos da educação no Brasil


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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Haddad: "Brasil tem cumprido metas de qualidade estabelecidas para a educação"

“O Brasil está cumprindo as metas de qualidade estabelecidas para a educação”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao participar nesta terça-feira, 13, da abertura do Congresso Internacional Educação – uma Agenda Urgente, promovido pela fundação Todos pela Educação. De acordo com o ministro, o Brasil inovou ao adotar um plano de metas de qualidade para o setor e está exportando o modelo para a América Latina.

“Temos razões para entender que as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) são factíveis, que nós podemos honrar o país com o cumprimento dessas metas, com mais recursos, melhor gestão desses recursos, mais mobilização social, metas de qualidade e divulgação dos resultados”, afirmou Haddad. Segundo o ministro, o Brasil reúne todas as condições para ter uma segunda década de século importante caso chegue a 2020 com as metas do PNE cumpridas.

O congresso Educação – uma Agenda Urgente vai se estender até sexta-feira, 16, em Brasília. Estarão reunidos representantes das áreas educacional, acadêmica, de gestão e política para debater a valorização dos docentes, o fortalecimento do papel das avaliações e a definição de um currículo nacional básico.

Fonte: http://www.planetauniversitario.com/

Leiam.. é muito gostoso
































segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Haddad defende Enem obrigatório para concluintes do ensino médio

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu hoje (12) a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tornando-o obrigatório, como forma de melhorar o indicador da qualidade do ensino. Atualmente o exame é voluntário. No ano passado, 56% dos concluintes do ensino médio fizeram a prova. Outras avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação, como a Prova Brasil, são universais.

“Seria uma atividade obrigatória para a conclusão dos estudos. Não significa que o estudante precisaria atingir uma nota específica, mas a mera participação [seria suficiente]. Seria como o Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] em que todos os alunos são convocados a fazer a prova e obrigados a participar”, disse. O Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o Enem se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório.

Haddad avaliou que “ainda nesta década” o Enem deve acabar com os vestibulares. Desde 2009, a prova passou a ser usada como critério de seleção por parte das universidades públicas, o que fez crescer o número de inscritos no exame. Para o segundo semestre de 2011, foram oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior, por meio do Enem, no Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

“Vai ser natural esse movimento das universidades de abrirem mão de algo que não diz respeito a elas [cuidar dos exames de seleção]. Em lugar nenhum do mundo é assim. A evolução tem sido muito boa e nosso prognóstico é que a cada ano haverá mais vagas para ingresso no Sisu e no ProUni [Programa Universidade para Todos]", disse Haddad.

Da Agência Brasil