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quarta-feira, 18 de maio de 2011

UVA é acionada pelo o MPF por oferecimento irregular de cursos superiores em 16 cidades da PB.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública com pedido de liminar contra a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), a Universidade Aberta Vida Sociedade Simples Ltda (Unavida), o estado da Paraíba e os municípios de João Pessoa, Areia, Campina Grande, Conceição, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, Juazeirinho, Lagoa de Dentro, Mamanguape, Monteiro, Nova Floresta, Patos, Pedras de Fogo, Princesa Isabel e Sousa. Na ação, o MPF argumenta que a UVA não está autorizada formalmente pelo estado da Paraíba para ministrar cursos superiores dentro dos seus limites territoriais.

A UVA é uma autarquia mantida pelo estado do Ceará, pertencendo, assim, ao sistema público de ensino desse estado. Em princípio, como é uma entidade estadual, seu campo de atuação está circunscrito às fronteiras cearenses, dentro do qual poderá ministrar o ensino superior. No entanto, em meados de 2000, a UVA passou a ministrar cursos superiores na Paraíba, mesmo inexistindo convênio que autorizasse sua atuação na Paraíba, conforme confirmado pela Secretária de Educação.


Na ação, aponta o MPF que a UVA, mesmo sendo instituição pública de ensino superior, cobra matrículas e mensalidades de seus alunos desde sua instalação na Paraíba, burlando a regra do ensino público gratuito nos estabelecimentos oficiais, conforme previsto no artigo 206, inciso IV, da Constituição Federal. Destaca-se também que o reitor da Uva, Antonio Colaço Martins, é proprietário da Unavida, o que deixa claro o interesse financeiro privado através do uso do nome de universidade pública.


A Ação Civil Pública nº 0002196-19.2011.4.05.8200, assinada pelo procurador da República Kleber Martins de Araújo, foi ajuizada em 5 de abril de 2011.


Parceria com a Unavida


Além de não ter autorização formal para ministrar cursos superiores na Paraíba, a UVA firmou, em 1º de fevereiro de 2002, 'parceria' com a Unavida, uma universidade privada que sequer é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura), com a intenção de fazer com que os estudantes formados pela Unavida passassem a ter seus diplomas expedidos pela UVA, pois, se os diplomas fossem expedidos apenas pela Unavida, não teriam qualquer validade.


Para o procurador da República Kleber Martins, essa prática, apelidada de “incubação” de faculdades privadas por universidades públicas, é ilegal e imoral, “pois sua intenção, quase que invariavelmente, é conferir ares de legitimidade a instituições privadas que, justamente por oferecerem cursos superiores de questionabilíssima qualidade, e por ainda cobrarem por eles, não têm autorização ou reconhecimento pelo MEC”.


No estado do Ceará, a UVA também serviu como incubadora da Fundação Universitária do Sertão Central (Unicentro), o que fez com que o MPF ajuizasse a Ação Civil Pública nº 2004.81.00.010234-0, julgada procedente pela 8ª Vara da Justiça Federal no Ceará. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região confirmou a decisão e reafirmou o caráter ilegal da incubação de universidades privadas não autorizadas pelo MEC por universidades públicas. Há também registros de atividades irregulares da UVA nos estados de Sergipe, Pernambuco e Goiás.


Pedidos


O MPF pede que a Justiça Federal conceda liminar para determinar que a UVA se abstenha de ministrar cursos superiores na Paraíba, sob qualquer denominação (graduação, turmas especiais etc.), isoladamente ou através de instituições públicas ou privadas (inclusive comunitárias, confessionais ou filantrópicas), até que haja autorização expressa do estado da Paraíba, através de convênio, sob pena de multa diária para o reitor no valor de R$ 5 mil.


Pede-se também que a Unavida se abstenha de ministrar cursos superiores, sob qualquer denominação (graduação, turmas especiais etc.), até que obtenha autorização expressa do Ministério da Educação e Cultura para funcionar como instituição de ensino superior, sob pena de multa diária de R$ 5 mil (para o reitor).


Além disso, que o estado da Paraíba e os 16 referidos municípios se abstenham de alugar, ceder ou colocar à disposição prédios públicos para que a UVA e Unavida ministrem aulas, cursos, palestras, simpósios ou qualquer outro encontro do gênero, até que a UVA obtenha convênio com o governo do estado para funcionamento e que a Unavida seja credenciada pelo MEC como instituição de ensino superior. A multa é de R$ 5 mil para cada ato constatado.


Já no tocante ao mérito do processo (decisão final da Justiça Federal na Paraíba), o MPF pede que sejam anulados todos os convênios firmados entre a UVA e Unavida para oferta de cursos superiores, bem como que se anulem todos os diplomas, certificados e demais títulos atribuídos pelas instituições, desde o início da parceria (UVA/Unavida) até o último dia em que a Unavida figure como universidade sem credenciamento como instituição de ensino superior.


Requer-se, ainda, que a UVA e Unavida sejam condenadas solidariamente a ressarcir, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, todas as despesas ocasionadas aos seus alunos em razão do oferecimento irregular de cursos no estado da Paraíba sem o devido credenciamento e autorização do MEC, acrescido de juros e correção monetária.

Fonte: http://blogdomercenario.blogspot.com/

domingo, 15 de maio de 2011

CONGRESSO REGIONAL DE FORMAÇÃO DOCENTE: O espaço escolar e os desafios para a intervenção pedagógica

26,27 e 28 de MAIO/2011 Em Itaporanga PB


Programação:
à26/05/2011- quinta feira (manhã)
LOCAL= Escola Estadual Adalgiza Deodoro da Foseca
8hs às 9h30mim- Conferência e abertura do evento (momento Cultural e Confraternização)
9h30min às 11h30min- Conferencia de abertura: analise e Contexto das Politicas educacionais e Desafios Docentes para o Século XXI- profº. Dr.Hamilton Wernec.
à26/05/2011- quinta feira (tarde)
LOCAL= Escola Estadual Adalgiza Deodoro da Foseca
14hàs15M- palestra: Os recursos Metodológicos e tecnológicos do Dia a dia da sala de aula- Profª. Ms. Maria do Carmo Pereira vale Leite.
15h30mim Às 17h- Palestra: Uma abordagem da formação docente e as Práticas avaliativas no Intinerário da Escola- Profª;Dr.Sônia Pimenta.
à27/05/2011- Sexta-feira (manhã)
LOCAL= Escola Estadual Adalgiza Deodoro da Foseca
8h às 11h30mim- Mesa redonda: politicas educacionais Debatedores: Evanildo Simão, Secretário da Educação de Mauriti/Ce; Prof Dr. Luiz de Souza Junior (UFPB) e conselho Estadual de Educação.
à27/05/2011- Sexta feira (tarde)
LOCAL= Escola Estadual Adalgiza Deodoro da Foseca
14h às 17h – Terapia de grupão: Cuidando do Corpo e da Mente do docent. Ministrantes: Psicológos.
à28/05/2011- Sábado (manhã)
8h às 11h- Oficinas (por áreas de conhecimentos)- “refletindo e Construindo uma Nova Prática pedagogica”.
LOCAL= Escola Estadual Noramal
1-EDUCACÂO INFANTIL - Tema: pedagogia da Infância e suas Mútiplas Linguagens
2-EDUCAÇÂO INCLUSIVA – O Ensino Comum naPerspectiva Inclusiva: teoria e prática.
3- CORPO ADMINISTRATIVO E PEDAGÓGICO - (Secretaria e Sub. Secretário da Educação, Diretor, Vice-Diretor, Coordenador e Supervisor Escolar)- Tema: Liderança sistemática e a Importancia da Ética no convivio Escolar.
4- ANOS INICIAIS (Ensino Fundamental) –Tema: A Importância dos Jogos no Desenvolvimento Lógico e Psicológico da Criança.
5- ANOS INICIAIS (Educação do Campo) – Tema: A Metodologia Significativa na educação do Campo.
6- ANOS INICIAIS (Ensino Fundamental) –Todoas as áreas de conhecimento):
6.1 Linguagens, códigos e suas Tecnologias- Tema: O Estudo das Línguas Portuguesas e as Relações com Educação Física e Arte numa Abordagem Interdisciplinar no Contexto Educacional.
6.2 Ciencias da Natureza e Matemática e suas Tecnologias- Tema: O Estudo da matemática e de Ciências numa Linguagem Lúdica.
6.3 Ciências Humanas e suas Tecnologias (História e a Geografia)Tema: O Mundo e suas Implicações Ambientais.
6.4 Educação de Jovens e AdultosTema: Dinâmica e Vivência na Sala de Aula de Jovens e Adultos.
à28/05/2011- Sábado (tarde)
14h às 17h – Continuação das Oficinas




 
Participe Você também..... Eu vou....

sábado, 14 de maio de 2011

Atividades de matemática


























Ensino médio é o que menos evoluiu no Brasil ao longo dos anos

Dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil, só 28% aprendem o conteúdo de português e apenas 11%, o de matemática; mas, até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos


O ensino médio, no Brasil, tem os maiores índices de abandono na comparação com outras etapas da educação. Até 2016, ele será obrigatório para todos os adolescentes de até 17 anos. Isso significa que, além de melhorar a qualidade, as escolas terão de se preparar para receber mais gente.

Se a lei fosse cumprida hoje, seria necessário criar três milhões de vagas. No Piauí, muitas escolas estão fechando turmas à noite, segundo o governo, por falta de procura.O ministro da Educação diz que o maior desafio para atrair os alunos é fazer com que os estados adotem um novo currículo. O atual, muito voltado para o vestibular, já foi substituído em 700 escolas.

“Nós temos ainda um mal no Brasil que é o vestibular. Nós precisamos superar isso, ter um currículo mais enxuto, mais equilibrado, do ponto de vista das disciplinas, e que ofereça também perspectivas na direção da cultura e do trabalho”, diz Fernando Haddad.
O sonho de virar advogada vai ter de esperar. Aos 17 anos e grávida de cinco meses, Polyana abandonou o segundo ano do ensino médio em uma escola do interior do Piauí: “Eu vou ter a criança e não vou poder sair toda hora pra amamentar”, conta.

A notícia desapontou o pai, que só sabe escrever o nome, e a mãe, que parou na sexta série: “Tem que chegar mais longe do que a mãe conseguiu. Por mim, ela estaria na escola ainda”, diz a mãe de Polyana.
Polyana contribui para uma estatística desanimadora no Brasil: a da evasão. De cada dez alunos que entram no primeiro ano do ensino fundamental, só metade conclui o ensino médio até 19 anos. E a estatística já leva em conta dois anos de atraso.

Muitos começam faltando: em uma escola, 30% abandonaram a sala de aula no ano passado. “Chega aqui, tem dois, três professores, ou então tem as duas primeiras aulas, ai não tem a 3ª, 4ª, 5ª, ou então tem só a 3ª, a 4ª, a 5ª, esse aluno termina desistindo”, diz o diretor da escola, José Basílio.

Lá, quem escreve no quadro, não é a professora. “Ela foi embora, deixou os alunos sem aula, sem nada. Ai eu assumi a responsabilidade, eu sou a líder da sala e assumi”, conta a aluna do primeiro ano do ensino médio Mariana Barbosa.

Um mês depois do início das aulas, ainda faltavam seis professores para completar o quadro. “Já chegou o período de provas e os professores ainda não chegaram. O de química e o de informática”, afirma a aluna Ana Paula Oliveira.

Os computadores, sem acesso à internet, passam o dia desligados. Nem na biblioteca é possível pesquisar. A preocupação de muitos é o vestibular.

“Acho que não tem nem uma mínima possibilidade de competir com os outros alunos desse jeito”, conta Kananda Teixeira.

O Piauí é o estado com o pior desempenho no ensino médio. Nota 3 no Ideb, o indicador de qualidade do Ministério da Educação.

Ao chegar em uma escola da zona norte de Teresina, que tinha sido previamente avisada sobre a entrevista, a equipe foi surpreendida por uma reforma relâmpago que começou no próprio dia da visita. Ao todo, 17 homens foram contratados para limpar, pintar, trocar as telhas da escola. Até carteiras novas chegaram.

“Disseram que vinha fazer uma reportagem e acharam melhor filmar mais limpinho desse jeito”, conta o mestre de obras Antonio Rodrigues Neto.

Se a estrutura física pode ser remendada, o que de fato dá significado à escola talvez exija uma reforma mais complexa. “São aulas muito chatas, aulas que a gente prefere ficar fora da sala do que estar dentro assistindo”, explica Thomás de Aquino Neri, de 20 anos.

De manhã, a maioria é jovem. À noite, adultos que trabalham. Como falar para turmas tão diferentes? “Tem toneladas de matérias que abordam de todos os assuntos possíveis. Não é todo mundo que precisa aprender tudo”, explica Ana Lucia Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro.

“A gente percebe que nem todo mundo acompanha o raciocínio”, conta um professor.

Dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil, só 28% aprendem o conteúdo de português e apenas 11%, o de matemática.

“Tem coisas que eu não sei onde eu vou usar. E aí desestimula”, diz um aluno.

Quem está na escola tem pressa. O futuro depende de botar em prática uma palavra de nove letras.

A Secretaria de Educação e Cultura do Piauí informou que ampliou a equipe de engenheiros e criou uma comissão de vistoria para melhorar a situação das escolas. Na semana passada, o Conselho Nacional de Educação aprovou novas diretrizes para o ensino médio, inclusive a flexibilização do currículo, citada pelo ministro Fernando Haddad na reportagem, e uma ampliação da carga horária. A palavra final nessas possíveis mudanças caberá ao ministério.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Quase 7 milhões de brasileiros estudam pela internet .

Um em cada dez internautas faz cursos à distância online


Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira (10) revela que 11% dos internautas brasileiros já fizeram cursos online.

De acordo com a pesquisa, dos 63 milhões de usuários de internet que existem no Brasil, conforme mostrou o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2009, aproximadamente 6,9 milhões estudam ou já estudaram à distância pela web.

O levantamento aponta o perfil do brasileiro que faz cursos online. Em sua maioria, eles são homens com formação universitária e com renda mensal acima da média.

Isso quer dizer que dos 7 milhões de brasileiros que já estudaram pela internet, 22% têm ensino superior e 21% são da classe A. Além disso, 12% do total são homens, enquanto as mulheres representam 10%.

Quando a questão é faixa etária, o estudo aponta que não há grandes diferenças entre as idades dos usuários que estudam pela internet. Pessoas que têm entre 25 e 34 anos estão na ponta da tabela. Elas representam 16%. No entanto, o número de alunos é bem distribuído entre todos os brasileiros que estão na faixa de 16 a 44 anos.

A região Sudeste do país concentra 12% dos alunos de cursos online. Mas, também neste aspecto, os números são bem parecidos. Centro-Oeste e Norte possuem índices bem próximos do primeiro colocado, com 11% e 10% respectivamente. A surpresa fica para a região Sul do Brasil, que tem apenas 9%.

A educação à distância tem conquistado mais adeptos com o desenvolvimento da tecnologia. A comunicação em tempo real permite contato com o conhecimento, com professores e colegas por meio de salas virtuais, sem precisar sair de casa.

O número de cursos não-presenciais cresceu quase 20 vezes entre 2002 e 2009, saltando de 46 graduações abertas para 844 no mesmo intervalo, segundo um levantamento recente do MEC (Ministério da Educação).

Em porcentagem, o "boom" representa 1.834% de crescimento em sete anos. A procura dos estudantes pelo modelo de ensino também cresceu muito em sete anos - subiu de 40,7 mil matrículas, em 2002, para 838,1 mil em 2009, um aumento de 2.059%.
fonte: R7