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sábado, 2 de abril de 2011

Chega de educação progressista

Fala-se e escreve-se, o tempo todo e em toda parte, que o Brasil está em vias de se tornar uma das potências dominantes do cenário global – mas tais previsões costumam vir acompanhadas de uma condicional: se quisermos chegar lá, teremos de investir em educação.

É aqui que o leitor se pergunta: mas já não estamos investindo em educação? Para onde vão os 25% do orçamento que todo gestor público tem a obrigação legal de destinar a essa área?

Depois de passar sete anos acompanhando, como professor, o cotidiano da escola pública, posso afirmar que o principal problema do nosso ensino não é falta de verbas, mas falta de rumo. E ouso levantar uma questão que tem sido pouco discutida: a educação brasileira só é tão ruim por ser “boa demais”, pelo menos no papel.

Se tomarmos os textos das leis que norteiam o ensino no país ou os regimentos das secretarias municipais e estaduais de Educação, se lermos as ementas das disciplinas dos cursos de Pedagogia ou se ouvirmos o que é debatido em seminários de educadores, choraremos de emoção e teremos a sensação de que nossas escolas são o melhor dos mundos.

Tais textos, geralmente redigidos em prosa poética, estão repletos de belas expressões como “inclusão”, “gestão democrática”, “construção do conhecimento”, “leitura da realidade”, “libertação dos oprimidos”, “formação do ser humano integral”. Os arautos da corrente que hoje domina a intelligentsia educacional brasileira, e que chamam a si mesmos de “progressistas”, defendem esses princípios com fervor quase religioso e travam uma luta de vida e morte contra o paradigma anterior, que rotulam como “educação tradicional”.

A educação tradicional, aquela em que a maioria dos brasileiros com mais de 25 anos foi alfabetizada, foi demonizada. “Tradicional” tornou-se um xingamento. Ao assumir o comando dos órgãos que cuidam da educação no país, lá pelo fim da década de 80, os novos timoneiros identificaram o paradigma então vigente com o autoritarismo da ditadura e trataram de exorcizar as escolas das práticas tidas como “tradicionais” e “autoritárias”: a transmissão de conhecimento de um professor que sabe para um aluno que não sabe, a reprovação dos alunos que não aprendem, a memorização pela repetição, o bê-á-bá, a exaltação dos que tiram boas notas.

Desde então, evita-se ao máximo reprovar, pois isso “traumatiza” o aluno. A repetição da tabuada e os ditados para fixar a grafia das palavras também são evitados, pois “deformam a consciência”. Os currículos escolares foram permeados de atividades lúdicas e recreativas, destinadas a estimular a aceitação e a “inclusão”.

O resultado, duas décadas depois, é que milhões de analfabetos funcionais saem das escolas públicas, todos os anos, com certificados de conclusão embaixo do braço. No seu afã de conscientizar e libertar os oprimidos, a educação progressista os condenou à escravidão da falta de qualificação. Vivendo num mundo de faz de conta onde a interação social é mais importante que o conteúdo, os “libertadores” não percebem que a verdadeira libertação é ter condições de ser selecionado para um bom emprego, de ser aprovado no vestibular, de passar em um concurso público, e isso é negado à maioria dos alunos das escolas públicas.


O avanço de que necessitamos para abraçar o nosso destino de potência global se assemelha mais, por paradoxal que seja, a um retrocesso, uma volta ao tempo em que o conhecimento era medido e aplicado, os professores eram respeitados e valorizados e os alunos só eram aprovados se aprendessem.




Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/

Educar na Fé

Como rezar


Lc 18,9-14
Para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: " Dois homens subiram ao templo para orar. Um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim em seu íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de toda a minha renda'. O publicano, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: 'Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!' Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, mas o outro não. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado".

Estudantes do Brasil são os que têm menos livros em casa.




De acordo com o levantamento do Movimento Todos Pela Educação, segundo o qual quase 40% dos estudantes do país vivem em lares onde as obras literárias são artigos raros: em média, não passam de 10 exemplares.

divulgada em março, a pesquisa teve como base os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que envolveu 65 países ao redor do mundo.

O cenário brasileiro é considerado um dos piores. Se 39,5% das crianças e adolescentes disseram ter, no máximo, uma dezena de títulos em sua residência, outros 30,4% admitiram que o número não supera os 25. Somente 8,1% dividem espaço com mais de cem obras dentro da própria moradia.

Para efeito de comparação, em países como a Islândia, mais da metade da população estudantil conta com verdadeiras bibliotecas particulares, turbinadas por mais de uma centena de edições. Luxemburgo, um pequeno país encravado na Europa ocidental, entre a Bélgica, a França e a Alemanha, é o campeão "mais de 500 obras": nada menos do que 15,7% de seus estudantes desfrutam dessa condição.

Editado por Kamylla Herbelly

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Geometria das transformações


Com a afirmação "as propriedades das figuras planas e o cálculo de área e de perímetro são insuficientes para sustentar o estudo da geometria", Humberto Luis de Jesus, assessor técnico da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, ajudou NOVA ESCOLA a eleger o tema da última reportagem da série: geometria das transformações e os conceitos de reflexão, translação e rotação (congruência) e homotetia (semelhança).

Trata-se de um assunto que colabora com o desenvolvimento da percepção espacial da turma, assim como com a capacidade de elaboração de uma linguagem própria da área e a aprendizagem das formas de fazer a representação gráfica de imagens. E mais: ter uma base consistente a esse respeito ajuda a dominar outros saberes explorados mais adiante no Ensino Médio, como coordenadas no plano cartesiano e funções.

As maiores dificuldades encontradas pela turma na compreensão desses conteúdos são em relação a como lidar com os conceitos na resolução de problemas indo além das simples definições. É claro que elas são importantes e colaboram com o entendimento do tema, mas o ideal é saber como usá-las como uma ferramenta para resolver as questões, em vez de somente aplicá-las como respostas prontas (leia na última página dois problemas e alguns possíveis equívocos cometidos pelos estudantes).

Humberto lembra também que o tema é rico para fazer conexões entre a Matemática, as artes e a engenharia e que o seu aprendizado pode ocorrer por meio de inúmeras aplicações. Para trabalhar o tema em sala, porém, não basta fazer conexões com contextos cotidianos ou pedir que a turma encontre as transformações geométricas nos objetos. O conhecimento não é intuitivo.

Fonte: Reista Nova Escola

Unidade de Inclusão Digital do IFPB aceita matrícula para lista de espera

Os alunos que vão fazer parte das turmas pioneiras do projeto Jampa Net no IFPB já estão matriculados, segundo informações do coordenador Giovanni Loureiro. Foram ofertadas 135 vagas para a comunidade da Grande João Pessoa em cursos de extensão em Informática Básica e de Montagem e Manutenção de Computadores. Mas, o coordenador destaca que outros interessados podem se cadastrar para ficar na lista de espera, se surgirem vagas no decorrer das aulas.

Para isso, o interessado deve ir até a Pró-Reitoria de Extensão do IFPB, na sala de leitura. O prédio da Proext fica na Rua das Trincheiras, 275, Centro, dividindo espaço com a Funetec. Para a inscrição no curso de Informática Básica, é preciso levar a xerox da identidade. No curso de Montagem e Manutenção de Computadores, além da cópia do RG é necessário também um comprovante de conhecimento em informática básica.

O projeto Jampa Net é financiado pelo CNPQ. Os cursos são voltados para jovens e adultos, residentes na grande João Pessoa, que tenham cursado pelo menos até o 4º ano do Ensino Fundamental. Lá, eles também têm acesso a outros equipamentos pedagógicos da instituição, como a sala de leitura.

Editado por Kamylla Herbelly